sábado, 12 de outubro de 2013

| REVIEW | Glee - 5x03


:: 5x03:: "The Quarterback"
Chegou o dia daquele episódio que ninguém queria ver. Não que ninguém quisesse realmente ver como seria o desfecho da história de Finn, mas com certeza ninguém queria que fosse preciso um episódio desses. Em várias séries já aconteceu de um personagem importante morrer no meio da trama, mas a diferença aqui é que não foi só o personagem, foi o ator. Não vai dar pra ficar triste com a perda de Finn e ver Cory fazendo outro trabalho. E isso deixa tudo muito pior.
Como fazer um episódio que respeitasse a dor da família e dos amigos e ao mesmo tempo agradar aos fãs saudosos? Será que eles usariam a verdadeira causa da morte do ator - drogas e álcool - na trama de forma a passar uma mensagem? Como ficaria Lea/Rachel nessa história toda já que ambas eram apaixonadas pelos dois, Finn e Cory? Bem, eu acho que apesar de eles terem deixado em branco a causa da morte do Finn esse episódio foi bem bonito, deprimente, mas bonito. Sem exageros, sem querer se "aproveitar" da situação para ganhar audiência. Por mais que alguns achem que esse episódio foi meio que pra isso, eu discordo. Finn era um dos personagens principais de Glee desde o começo e era necessário esse episódio. Pra mim foi uma bela homenagem. Triste, mas bela.


Agora deixa eu falar o que aconteceu. Bem, primeiro que, como eu disse, não falaram da causa da morte e o episódio já era de um mês após o funeral, num memorial que Will queria fazer só entre o grupo. Mercedes, Kurt, Santanna, Mike e Puck retornaram e pra maioria deles foi dado um tempo bem legal para mostrar a reação de cada um ao ocorrido. Mercedes, por exemplo, expressou cantando ~e gritando~ toda a sua dor, fora que passou o episódio inteiro chorando. E não duvido que a atriz estivesse mesmo chorando o episódio todo.
Kurt obviamente estava super mal, já que Finn era um irmão para ele ainda mais porque a mãe dele tinha casado com seu pai. Foi de cortar o coração a sequência do Burt e da mãe do Finn. Ele lamentando não ter abraçado ele o suficiente e ela, nossa, acabou comigo nessa frase: "You have to keep on being a parent, even though you don't get to have a child anymore". Enquanto eles separavam as coisas, Kurt tomou para ela a famosa jaqueta dos tempos de quarterback no time da escola e Puck já fica de olho nela!
Puck é outro que sente muito a perda do Finn. Era o grande amigo, um guia para ele. A música que ele cantou expressou bem isso. Mas antes de chorar tudo o que tinha de chorar, ele chegou a roubar a árvore que Sue mandou plantar em homenagem a Finn mas depois de conversar - e chorar muito - com help da Beiste, ele plantou a árvore novamente e resolveu seguir em frente e buscar um caminho melhor. Go, Puckerman! Vai virar um "top gun", rs.


Apesar do tom triste, o episódio teve seus relances cômicos, provocados por Sue Sylvester, óbvio (e teve a Tina não curtindo voltar a usar preto porque lembrava sua fase gótica). Usar ironias para esconder o que sente? Todo mundo sabe que isso acontece e com ela não foi diferente. Precisou da reação forte da Santanna para fazer a ex-técnica da ex-Cheerios desabafar. Por falar em Santanna, foi outra que deu um baque. Cantando, gritando, brigando e agredindo Sue, tudo isso pela dificuldade de só chorar e dizer realmente o que queria. Sue demorou mas admitiu que esperava Finn se tornar mais um professor para ela passar anos e anos perturbando e por conta de suas implicâncias não pode falar o que realmente achava dele. É, complicado quando não dá pra voltar atrás né?
Daí, pra lá de 30 minutos de episódio Rachel deu as caras no colégio. Não falou muito (o pouco que disse foi tudo o que a gente esperava, sobre ela querer um futuro com Finn), preferiu cantar e estraçalhar mais uns corações. "I could make you happy, make your dreams come true. Nothing that I wouldn't do. Go to the ends of the Earth for you. To make you feel my love". Também ninguém duvida que as lágrimas da Lea, do Chord, da Amber, do Darren, da Jenna e de todos ali não eram verdadeiras, né? O que só fez piorar tudo. rs Desidratando muitas e muitas pessoas que assistiram. rs Tô mentindo?


Por fim, olhando todos cantarem e desabafarem a perda do amigo, restava uma pessoa chorar: Will. Poxa, ele foi o mentor do cara, né? De professor a amigo, imagina como ele não devia se sentir? Tanto que catou a jaqueta do Finn e levou pra casa, onde foi consolado por Emma. Nem precisou de palavras ali, já tava triste demais pra isso.
Bem, o episódio deu espaço pra todo mundo mostrar como se sentia, mesmo que fosse bem rápido como a cena do ex-diretor Figgins chorando enquanto limpava o corredor da escola. Acho que só destoou um pouquinho aquela cheerio nojenta (apelidada de "nova Santanna") e a ausência da Quinn (Dianna Agron), mas de resto, ok, eu tô me perguntando "mas de que ele morreu?", e acho que muita gente deve reclamar disso, mas acho que a resposta não só sobre a morte do Finn mas a do Cory Monteith mesmo foi essa fala do Kurt: "Everyone wants to talk about how he died, too, but who cares? One moment in his whole life. I care more about how he lived". Num é?
Foi triste, porque não tinha como não ser, mas foi bonita a homenagem. Achei certeira a decisão de privar a Lea/Rachel e deixar ela só para os dez minutos finais. Só prova que se eles quisessem se aproveitar da situação, não teriam feito isso, ao contrário, teriam explorado a garota. Bom também que não se utilizaram de flashbacks, só ia deixar a coisa mais deprimente. A morte do Cory Monteith ainda tá muito recente, ainda tá muito triste pensar nisso, foi bom nos poupar.


Bem, agora a série tira um tempo de folga e só volta em novembro. Bom, depois dessa é ótimo um tempo pra respirar! Mas estou curiosa para saber como vão ser as coisas daqui pra frente. É um grande desafio para a série, vão esquecer simplesmente? Tipo, ele era super importante ainda mais na vida da Rachel. Dá pra ignorar a perda dele com aquela foto que penduraram na parede? Well, veremos o que tem a seguir! Afinal de contas, como disse Finn segundo a plaquinha: "The show must go on... all over the place... or something".

MÚSICAS: "Seasons of Love" do musical Rent (Mercedes, Mike, Santana, Kurt, Puck, Tina e New Directions) / "I'll Stand by You" The Pretenders (Mercedes) / "Fire and Rain" James Taylor (Sam, Artie e New Directions) / "If I Die Young" The Band Perry (Santanna) / "No Surrender" Bruce Springsteen (Puck) / "Make You Feel My Love" Adele (Rachel)

#RIPFinn

CLIQUE A SEGUIR CASO QUEIRA SABER ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O EPISÓDIO...


- percebeu que o "Glee" da abertura era com a silhueta do Finn quando cantou "Don't Stop Believin'"?
- um dos bilhetes no armário dizia "Finn - You are our star that left too soon. But we will always look up to find you.  Zach & Brooke" e foi escrito por Zach Woodlee e Brooke Lipton, os coreógrafos da série.
- Todo o lucro obtido com a venda das músicas do episódio serão doados a uma instituição de caridade que Cory Monteith admirava: Project Limelight.
- quase todas as cenas foram gravadas de primeira, já que os atores estavam muitos abatidos para ficar repetindo várias vezes.
- Lea Michelle usou um colar com o nome 'Finn', igual ao que ela tem do Cory.
- a frase da placa -"The show must go on... all over the place... or something" - foi dita por Finn no episódio 2x17 "A Night of Neglect".
- PARA RELEMBRAR CORY MONTEITH, TEM UM UM POST ESPECIAL SOBRE ELE AQUI NO BLOG, JÁ VIU?

2 comentários:

Shana Conzatti disse...

Concordo, episódio foi mesmo triste, mas belo. Emocionou. Achei o roteiro bem feito. E para mim o que deu o toque mais triste, foi perceber as expressões desoladas dos atores que estavam ao fundo, dava para sentir como era além de pura atuação. De cortar o coração!

ana paula macedo disse...

Sentir um vazio tão grande durante o episodio, Que no final cheguei a conclusão de que glee morreu junto com o Finn/Cory